Fundada 30 anos atrás por Laudelino Bernardi, a Aero Agrícola
Santos Dumont (AASD), que hoje emprega mais de 40 funcionários durante
o pico da safra, começou com um único avião. Em 1990, a
AASD expandiu seus serviços, incluindo a venda de aeronaves agrícolas
e abriu uma oficina aeronáutica. Dirigida pelo filho de Bernardi, Pelópidas,
a AASD vendeu e entregou sete Ipanemas em 2004, quatro novos e três usados.
Bernardi e Pelópidas trabalham juntos ensinando pilotos a voar agrícola,
pulverizando lavouras no Brasil, fazendo a manutenção e reforma
de aviões agrícolas e vendendo mais Ipanemas do que ninguém.
A divisão de manutenção oferece apoio a aeronaves em todo
o Brasil e partes da América Latina.
Operações agrícolas e a divisão de manutenção são aspectos muito importantes da AASD, mas é a escola e a divisão comercial que afetam a maioria dos pilotos no Brasil. Este ano marca um evento muito especial para a AASS. Trata-se do 25o. curso de aviação agrícola a ser oferecido desde o início da escola em 1990, e o maior deles, com 39 alunos! A turma era tão grande que teve de ser dividida em duas. Este ano também marca o recorde de vendas para a AASD como representante do Ipanema. Muito deste crescimento pode ser atribuído ao enorme aumento em hectares da área a ser pulverizada no Brasil no ano que vem, e às excelentes safras nos últimos dois anos. A demanda por Ipanemas novos na fábrica da Neiva, em Botucatu, é a maior de sua história recente, com mais de 80 encomendas de aviões novos.
AASD — A escola, o CAVAG
Formado em 1990, e com 25 turmas e mais de 400 alunos desde então, a escola da aviação agrícola da Aero Agrícola Santos Dumont, conhecida como CAVAG, é provavelmente a maior escola de aviação agrícola do mundo. Pode muito bem ser a melhor também. Há três turmas por ano, com um descanso durante a safra. O curso custa US$ 7.000. Incluídos estão 23 horas de Ipanema ou Cessna 188, dependendo da escolha do aluno. Também inclui oito horas em um Cessna 170 para treinar o GPS. O curso teórico, ministrado em paralelo, tem mais 120 horas de aula. Se o estudante quiser, a AASD oferece alojamento e café-da-manhã no aeroporto sem custo extra.
Ao fim do curso, o aluno faz a prova aplicada pelo DAC, na
qual deve acertar 70% das questões. Muitos dos alunos já tem empregos
acertados e só precisam terminar o curso da AASD. Às vezes, grandes
fazendas compram um avião agrícola e mandam seu piloto para a
AASD para o treinamento. Cerca de 10 a 15% dos alunos são reprovados
entre o início do curso e a prova final.
O treinamento começa com instrução no solo sobre as unidades
de GPS da Satloc, Ag-Nav e Trimble, antes de voar o C-170 para a prática.
Antes do aluno ser autorizado a voar uma aeronave agrícola com GPS, ele
tem estar capacitado a operá-lo. Ele deve ser capaz de se concentrar
em voar a aeronave, com a operação do GPS ocorrendo ao natural.
Cinco instrutores de vôo dão aos alunos até oito horas de
vôo para aprender o GPS.
A AASD tem nove aeronaves ativas na escola: três Ipanemas, três C-188 e três C-170. Mais aeronaves da divisão aeroagrícola da AASD estão disponíveis para a escola se necessário. Este é um dos motivos que os cursos ocorrem na entressafra; para que as aeronaves estejam disponíveis para a escola se necessário. E se faltarem aeronaves para o serviço aeroagrícola, ou mesmo pilotos, eles estão disponíveis na divisão escola da empresa. Uma novidade este ano será a aquisição de um Pawnee, já que mais Pawnees estão sendo usados no Brasil do que em anos passados.
O treinamento de vôo começa pelo básico para decolagens e pousos seguros. Depois o aluno progride para a maneira correta de localizar e pulverizar um campo. O aluno aprende a aplicar líquidos e sólidos.
Os doze instrutores de teoria ministram 120 horas de aulas. As salas de aula incluem equipamentos de pulverização com cortes para melhor compreensão de seu funcionamento. Usa-se o PowerPoint como recurso didático. As matérias incluem defensivos, agronomia e custos de operação aeroagrícola. Os alunos ganham familiaridade com todos os tipos de equipamento de pulverização, como diferentes bicos, como são montados e como funcionam atomizadores rotativos, bombas, válvulas, e vários difusores, incluindo os tetraer de fibra-de-vidro e o Transland Swathmaster Gaúcho.
Embora Pelópidas diga que a AASD nunca treinou uma piloto mulher, pode ser que uma candidata faça o curso em 2005. Será a primeira da AASD e a terceira no Brasil (houve duas pilotas formadas pelo CAVAG da Fazenda Ipanema, mas nenhuma delas está em atividade hoje). Se isto acontecer, com certeza você lerá em AgAir Update.
AASD Vendas de Aeronaves — Representante Neiva
Pelópidas Bernardi é o diretor da divisão de vendas de
peças e aeronaves da Aero Agrícola Santos Dumont. Esta divisão
representa tanto a Cessna (através da TAM) como a Neiva, a fabricante
do Ipanema. A AASD vem sendo representante da Neiva há mais de cinco
anos. Entre janeiro e agosto de 2004, a empresa vendeu sete Ipanemas novos e
mais de 26 aeronaves agrícolas usadas.
A AASD não vende aeronaves apenas no Brasil, mas em toda a América do Sul também. Ela representa os GPS da Satloc e da Ag-Nav, equipamento de pulverização da STOL e da Transland. Ainda que a escola e a operação agrícola estejam baseadas no aeroporto de Cachoeira do Sul, o escritório de vendas de Pelópidas fica no centro de Cachoeira. Pelópidas tem dois vendedores que viajam o tempo todo visitando clientes e descobrindo suas necessidades de aviões agrícolas atuais e futuras.A AASD é a principal representante da Neiva.
AASD Divisão Aeroagrícola & Santos Dumont Manutenção de Aeronaves
Laudelino Bernardi começou tudo com um avião, um EMB-201 Ipanema. A empresa hoje mantém oito aviões prontos para pulverizar, usando-os como necessários, trabalhando da base em Cachoeira do Sul e das pistas agrícolas em torno. Bernardi emprega de cinco a sete pilotos, dependendo da safra. A partir do crescimento da divisão aeroagrícola da AASD, os Bernardis puderam se expandir criando a oficina e a escola em 1990, e mais recentemente em vendas, especificamente como representante do Ipanema.
Era claro para Bernardi que, para operar uma frota de aviões agrícolas, ele precisaria de uma boa oficina aeronáutica. Assim, ele abriu a sua como uma divisão da AASD. Hoje a oficina pode fazer reformas completas em aviões agrícolas, assim como manutenção de aviões leves em geral. Para garantir a limpeza da oficina, a área de desmontagem e limpeza é afastada. Só depois que os aviões estão desmontados e limpos é que eles entram na oficina.
A burocracia para se fazer manutenção pesada em um avião agrícola é monumental. A AASD tem um funcionário, Gilberto Tatsch, cujo trabalho principal é manter a papelada em dia. Para preparar os livros da maneira exigida pelo DAC, Gilberto costuma levar um mês de pesquisa, inspeção e organização de todos os documentos exigidos para aprovação pelo DAC. Se o DAC acha um erro, dependendo do que for, pode até fechar a oficina. Os livros devem ser mantidos por cinco anos a disposição para inspeção pelo DAC a qualquer momento. A AASD tem de manter dois mecânicos homologados para atender a exigência do DAC de duas assinaturas nos documentos.
O DAC exige a emissão de um Certificado de Aeronavegabilidade para qualquer aeronave importada para o Brasil. Não são aceitas uma IAM recente de outro país ou um Certificado de Aeronavegabilidade dos Estados Unidos. A aeronave tem de ser reinspecionada e passar uma inspeção pelas regras do DAC.
A Aero Agrícola Santos Dumont tem um histórico
como uma empresa bem-sucedida com mais de 25 anos no mercado aeroagrícola.
A empresa foi iniciada pelo pai, Laudelino Bernardi e com o auxílio do
filho Pelópidas, se expandiu em uma empresa múltipla, com operações
aeroagrícolas, manutenção de aeronaves, escola de aviação
agrícola e vendas de aeronaves e peças. Para mais informações
sobre esta inovadora empresa brasileira, visite seu site na Internet em www.aviacoagricola.com.br.
Texto de Bill Lavender - AG AIR Update.